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Yom Kippur - Dia do Perdão

Do Rosh Hashaná ao Yom Kippur caminhamos num exercício espiritual de transformação de nossa natureza, como? Através da teshuva alcançamos o perdão. E o Perdão pode ser vivido como um sacrifício, um brit, um pacto profundo com a vida. É um olhar a vida sem máscaras, sem Bezerros. O perdão é um despertar, um toque, um alarme, que funciona como uma abertura no céu, através do toque do shofar. Construímos bezerros de ouro, nos deixamos seduzir por serpentes, diabos e satan. É através do perdão que poderemos ser o que somos, abandonar nossos erros e compreender Aquele que nos acolhe, bendito seja Ele. Chegamos no Yom Kippur e com ele o Ritual de Kaparot. Ele é realizado antes do raiar do dia. Um homem ou menino pega um galo, uma mulher ou menina, uma galinha, segura na mão, recitando a prece Benê Adam, girando a ave nove vezes sobre a cabeça. A prece continua: "Seja esta a minha expiação...". Nos dias de hoje utilizamos moedas no lugar das aves. O Dia do Perdão Após o pecado do bezerro de ouro, Moshê (Moisés) rezou e, no dia dez do mês hebraico de Tishrei, D'us concedeu pleno perdão ao povo judeu. Yom Kipur é o Dia da Expiação, sobre o qual declara a Torá: "No décimo dia do sétimo mês afligirás tua alma e não trabalharás, pois neste dia, a expiação será feita para te purificar; perante D'us serás purificado de todos teus pecados." Esclarecendo a natureza de Yom Kipur, o Rambam escreve: "É o dia de arrependimento para todos, para o indivíduo e para a comunidade; é o tempo do perdão para Israel. Por isso todos são obrigados a se arrepender e a confessar os erros em Yom Kipur." O Yom Kippur é o dia de maior elevação em nossa caminhada espiritual uma energia única de misericórdia para que possamos ser UM com Ele e consigo mesmos. ​ Desde antes do pôr-do-sol da véspera até o completo anoitecer do dia seguinte, nos desconectamos do comer e beber; lavar-se (ao levantar-se pela manhã, é permitido lavar apenas os dedos e passá-los nos olhos); passar cremes, óleo ou maquiagem (no rosto ou no corpo); calçar sapatos (mesmo que parcialmente) de couro; e ter relações conjugais. Existem 5 restrições recomendadas para o Yom Kippur – comer, beber, calçar sapatos de couro, ter relações sexuais e passar óleo no nosso corpo. A razão é para que nossa consciência permaneça focada e nosso corpo é satisfeito através de sustento espiritual. Dessa forma nos mantemos no elevado nível de BINA ( sefirá da Árvore da Vida _ Entendimento) e não arrastados para baixo e presos pelas limitações físicas de nosso corpo. ​ Bina é nossa conexão com à fonte da Luz ou o Infinito – o Universo Perfeito. Em Rosh Hashana, a lua ou o mundo físico, está oculta. A lua não se revela até o 10° dia do mês, que é o Yom Kippur. O Zohar explica que no 10° dia, a Luz de Bina retorna e ilumina a lua ( símbolo de Malchut- nosso Mundo Físico ). Esta escrito YOM HAKIPURIM – no plural. Por que? Porque as duas luzes iluminam juntas – a luz de Bina ( o mundo superior ) e a luz de Malchut ( mundo inferior). No Yom Kippur, a mundo, Malchut, é literalmente da luz de Bina. Nesse dia nosso mundo não é iluminado pelo Sol ( Zeir Anpin), mas pela luz de Bina – a Sefirot superior. Nos tornamos iguais à fonte! Puro amor! Quer saber mais? Entre em contato com a Escola para conhecer e vivenciar os Rituais de Yom Kippur.

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