30° Retiro - Kabbalah e Turismo - parte 4
- 17 de abr.
- 3 min de leitura
Atualizado: 20 de abr.
CAMINHOS PARA CAFAYATE - Quebrada de las Conchas - La Garganta del Diablo, El Anfiteatro, El Sapo, Los Castillos, El Obelisco, La Casa de los Loros, El Titanic
O deserto externo ecoa o deserto interno.
A terra pode parecer seca, mas guarda vida. A altitude desafia, mas também eleva. Assim é a alma em processo de libertação. Para florescer, ela precisa atravessar.
Quando a Terra Fala - e a fala desta semana refleta a parasha - energia de Tzaria e Metzorá.
As formações naturais da Quebrada revelam que o mundo também tem linguagem.
É indescritivel os cenários que vivenciamos, a cada caminho e cada estrada não sabiamos para qual lado olhar, a cada momento, pela incidência solar, as sombras e formas que se apresentavam nas montanhas áridas nos engoliam,, a grandiosidade da natureza, a grandiozidade da energia daquela terra.
Na Kabbalah, isso nos ensina que a forma nasce do encontro entre Luz e limite.Assim também nossa vida: aquilo que ganha contorno revela sentido. Localizada entre Cachi e Cafayate, destaca-se por formações rochosas pontiagudas de cor areia, com cerca de 20 metros de altura, que criam uma paisagem que lembra um "vale da lua".
O caminho entre Salta e Cafayate (Ruta 68) atravessa a espetacular Quebrada de las Conchas, famosa por formações rochosas avermelhadas e modeladas pelo vento e pela erosão ao longo de milhões de anos.
La Garganta del Diablo — o som do profundo
El Anfiteatro — o eco da criação
Los Castillos, El Obelisco, El Sapo — símbolos espontâneos
La Casa de los Loros, El Titanic — imaginação revelada na matéria
Ao adentrar as regiões mais áridas dos Andes, algo muda. O olhar se amplia, o som diminui, o corpo sente.A terra deixa de ser exuberante e passa a ser essencial.
Para os povos andinos, o deserto não é vazio. Ele é presença absoluta.
A Pachamama — a Mãe Terra — não é vista como algo romântico ou idealizado. Ela é viva, exigente, silenciosa. Ela sustenta, mas também cobra respeito.
Na Kabbalah, esse lugar corresponde a Malchut — o Reino.O mundo da forma. O ponto onde tudo o que é espiritual precisa se encarnar.
Malchut não seduz. Ela acolhe. No deserto, não há distrações. A terra não compete pela atenção. Ela apenas está. E é justamente por isso que ela ensina.
Na tradição andina, os grandes aprendizados acontecem em territórios extremos:onde o excesso não sobrevive e o supérfluo cai por si só.
O deserto não responde perguntas. Ele expõe estados internos. Quem chega agitado, sente o incômodo. Quem chega aberto, encontra repouso.
É desta aridez que surge o novo, as sementes, as uvas e o vinho.



Comentários e Avaliações:
Eu defino a experiência como uma viagem com propósito. Um mergulho guiado e profundo. Um acordar para dentro. O retiro deu-se ao longo do caminho, os ensinamentos e práticas foram contínuos durante todos os dias. A paisagem e a natureza deslumbrantes deram concretude e inspiração real às reflexões e aprendizados. A cada embarcar e desembarcar, a cada refeição compartilhada, um novo conhecimento, uma nova visão de vida e um novo entendimento. Informações valiosas sobre o funcionamento do Universo, consciência, Deus. Sair da própria narrativa e contexto pessoais para apenas SER foi uma experiência única e transformadora. Nossa guia Adriana é uma grande mestre da kabbalah e foi uma verdadeira maestra, sincronizando, valorizando e acolhendo cada um dos participantes. (Ana Paula)


































































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