E o que é o AMOR?


Mas o que é o amor? Por que nos vemos sempre impulsionados a procurá-lo?

Um sentimento, uma emoção, um acontecimento.

O amor é tudo, o amor é o TODO.

É o que faz e fez estarmos aqui, pois é o Amor de D'us, a sua maior expressão, que é a criação. No desejo de contemplar seu rosto, D'us dá-se (reparte), cria a sua contraparte - o universo, e dentro deste coloca partes de si mesmo.

Qual seria a nossa tarefa senão achar estas partes?

Esta é a busca da Kabbalah...o TIKUN (conserto), que é o encontro do amor.

Dentro de nós existe uma sensação de falta, um espaço que desejamos completar, que faz com que busquemos no outro e nas coisas materiais a satisfação. Existe em cada um uma necessidade de experimentar a unidade.

A unidade está expressa no Amor, pois em hebraico encontramos a palavra AHAVA (Alef, heh,bet,heh 1,5,2,5=13) que tem a mesma guematria (numerologia) que a palavra ECHAD (alef,chet,dalet 1,8,4=13), um em hebraico.

AMOR=UM, e é 13 o seu código. O código da transformação (vida-morte-vida).

O AMOR É A UNIDADE, E A UNIDADE É D'US.

Unidade que vem com as transformações e dinâmicas da vida, pois o amor é um verbo, a dinâmica da respiração, que representa as trocas, a inter-relação de mundos (interno e externo) e o movimento de união-separação (inspiração-expiração). A busca da harmonia, a harmonia da balança (Moznaim – Libra, balança, que vem da raiz equilíbrio, Izun e Ozen, que é ouvido, e Azon, que é ouvir, escutar). O que kabbalisticamente demonstra que a harmonia e o equilíbrio na vida, nas relações está ligada aos nossos ouvidos e a nossa capacidade de escutar. Os ouvidos participam de um ângulo de 360º , diferente de nossos olhos, participam do que acontece em nossas costas, daquilo que não vemos.

A unidade expressa no amor é aquela que deve existir dentro de cada um e em uma relação.

É esta unidade, o amor, o Divino que nos leva a Terra Prometida, a um estado de paraiso, onde nos sentimos completos e harmônicos. Estas sensações estão ligadas a experimentar a alma (Nefesh---Neshama). É chegar a um estado de consciência elevada.

O amor é uma busca por uma parte que um dia tivemos e que devido a divisão/separação...estamos sentindo falta...

Ao experimenta-lo começamos a vivenciar outras dimensões de nossa vida, começamos a perceber que a vida tem outras realidades. Na verdade experimentamos desprender de nossas pequenas preocupações. Paramos de implicar com a vida. É através deste sentimento que nos libertamos de nosso Egito (Mitzraim). Vivemos em um mundo fragmentado, dual, onde buscamos somente no sexo o amor.

O amor é um justo equilíbrio da aspiração (inspiração), com ele realizamos, criamos, descobrimos horizontes, nos descobrimos verdadeiramente, como uma unidade, através da outra parte.

Mas o que é o amor dentro da Kabbalah?

é um descobrir a complementaridade dos opostos, perceber os desejos (dar e receber). Um descobrir D'us em tudo. Descobrir a harmonia e o ritmo que devemos empregar, para “casar-unir” partes separadas. Este é o segredo do casamento, unir partes antes separadas.

Ele é o veiculo que liga as partes separadas, assim como o Shabat, 7º dia, liga os 6 dias ao 8º, liga o mundo mundano a D'us, pois o 8 representa o infinito, o número acima do mundo concreto, que é o 7.

Descobrir o amor é descobrir o outro, é descobrir a si mesmo, vivenciar o ato de EXISTIR.

E QUANDO EXISTIMOS ESTAMOS SENDO IMAGEM SEMELHANÇA

DE D'US.

É no existir que percebemos a vida no presente. D'us simplesmente o É. E Existir é conectar dois universos do ser (essência-alma, céu), e estar ( corpo, ação, terra). O amor é o encontro dos 4 pontos cardinais, no centro está a totalidade, unidade do ser, que não mais está fragmentado, separado e vivendo uma “falsa” unilateralidade (unicidade). É neste ponto que o humano e o Divino se cruzam. É aqui que podemos experimentar outras realidades, através dos sentimentos do amor.

Por isto o amor deve nos levar a romper com as dimensões de tempo, espaço e movimento, que é limitado pela nossa racionalidade, onde vivemos de forma linear e pre-destinada. Ao vivermos desta forma estaremos acreditando que o “Cupido” nos flechará, e amor acontecerá de forma mágica, sem construção ou esforço.

Este esforço é o da experiência da Humildade, da sacralização e do entendimento das leis, da aprendizagem do respeito ao acesso ao outro.

O amor deve ser sublime, espiritual, com suas leis, seus limites e objetivos, deve ser religioso, sagrado e consagrado, cheio de atos de sacrifícios e orações.

Religiosidade está ligado a uma atitude de ação em que objetiva o auto-controle, retração dos impulsos para manter o EU, a individualidade, o espaço próprio, onde é colocado os valores e a expressão. O EU não pode se perder por causa do outro, mas ser acrescentado.

Adriana Finkelstein


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